as intervenções urbanas preconizam a minha aptidão por me expressar utilizando o espaço como elemento fundamental. elas empregam elementos antagônicos, onde exploro perspectivas que se excluem mutuamente e geram conflito. peso e leveza, luz e escuridão ganham função de agentes que trabalham em prol da reinterpretação do espaço, e que através da fricção entre o abstrato e a matéria criam uma nova camada de significado.

raul dantas
duas gramas por habitante, 2023

intervenção

folha de ouro amassada na sarjeta

raul dantas
lá dentro, 2023

intervenção

tubo de metal batido entre paralelepidedos

raul dantas
fundo do poço, aqui., 2023

intervenção

tampa de poço invertida na rua

raul dantas
o peso sobre nós, 2023

intervenção

pedaço de asfalto e fita sinalizadora sobre calçada

raul dantas
o que te prende, 2023

intervenção

pedestal organizador e fita sinalizadora, 

raul dantas
sem título, 2023 
intervenção
leite e água derramados na calçada

cøntato

através da justaposição de elementos díspares, busco instigar a reflexão sobre a suspensão e o equilíbrio, metáforas da nossa busca constante por estabilidade num mundo em fluxo.

raul dantas
contatø 01, 2017 
prego inox pintado de branco, bastidor de madeira 27cm, corda náutica de polipropileno coral 8mm x 4 m

assemblage, 80 × 32 cm 

raul dantas
contatø 02, 2017 
prego inox, presilha jacaré em níquel, corda com alma em nylon indigo 0.2 cm x 150 cm, 2 post-its 5x5 cm, lâmpada.

assemblage, 35 × 10 cm 

o que me restoǔ

mapas de fragmentos que traduzem a tensão entre o ter e o querer, espelhando a condição do desejo, preso entre o excesso e a ausência.

raul dantas
moi moi, 2018

colagem em papael 400mg
fotografia digital 59 × 42 cm 

raul dantas
sem titulo
, 2018. fotografia digital,  100 × 80 cm 

raul dantas
sem titulo, 2018

assemblage, espuma sintetica, seda e folhas

fotografia digital editada
22 × 29 cm

where's love?-onde está o amor?
vídeo 33 segundos, 2017

além de uma pergunta, trata-se duma espécie de confusão intrínseca a nós mesmos. a analogia imagética feita com as câmeras de segurança que vigiam determinados lugares nos quais identificamos algum valor, me põe a questionar quais lugares são esses onde nada passa despercebido e tudo pode ser registrado e acessado. e se pudéssemos capturar o amor como uma espécie de imagem, mesmo com um vulto ou como imagem tridimensional e viva, como um som que ao se anunciar acontecesse dentro de nós em loop infinito, saber onde acessar, como uma espécie de gravação e dilatar ao mesmo tempo em que as lembranças se descolam.

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